
Salvador Dalí (1904-1989) soube usar o escândalo como mecanismo de atenção, mas por trás do bigode e do titã havia um desenhista disciplinado, obcecado por perspectiva e perspectivas impossíveis.
O mestre instalado que se inspira nele equilibra solenidade com imaginação: conduz ritos sem empobrecê-los, e lembra que símbolo precisa viver na retina, não só no manual.
Dalí provoca reflexão sobre autenticidade e máscara — temas caros à Maçonaria contemporânea. O nome histórico, bem vivido, distingue persona pública de compromisso íntimo com a verdade.
Seu legado convida à criatividade responsável: ousar na forma sem trair o eixo moral do trabalho, e saber quando o silêncio vale mais que o gesto teatral.






















